A penúltima
E então o Tigre disse. Rapaz-coruja, quero que fujas deste pântano. Quero que entregues esta mensagem (sic) fora das paredes deste plano. Quero que fujas e que corras, que escapes e que corras, que sobrevivas e que voes. Tem cuidado com o hipopótamo, parte a qualquer hora, pois ele está sempre em escuta, e sempre á espera
Vou morrer, disse o Rapaz-coruja, vou morrer. Como…? Como é a vida fora deste pãntano?
Lá fora? Lá fora é
Tigre, disse o Rapaz-Coruja, Tigre Azul, salva-me, salva-nos!
Isso era quando eu ainda não tinha o poder. Mandei aquele rapaz ao encontro da sua morte, numa missão suicida, e ele morreu. Nunca encontrei o corpo, verdadeiro pelo menos, dele, mas ele morreu, eu sei que morreu e que o apanharam, morreu a tentar fugir, ou já lá fora. Morreu num tempo sem tempo,talvez ainda a segurar com uma garra o pergaminho, nemc sequer esquecido por todos, porque nunca lembrado, nunca lembrado a não ser por mim. Sem pais. Completamente sozinho. Dispensável. No fim. Morreu no Fim.
Estamos todos condenados.
Não há salvação possível.
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