Um Texto qualquer, um Derradeiro Texto

E então o SOL. A cidade estava dividida em duas partes: silêncio e aço – O lado do aço estava impregnado de silêncio mas, no lado do silêncio, a cidade vivia. ; por vezes, oh completamente, , ofuscada pela luz, cidade.

Ao contrário. as línguas estrangeiras eram entendidas por todas, porém ninguém, queria ou se interessava em entender o que quer que se dissesse perante elas.

é o ano de

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Realidade: há apenas uma. vasta demais, é ela. Um dia questionei-me, se o que valia a pena em escrever era procurar uma forma qualquer de beleza. A arte é a única coisa que nos distingue dos outros animais, porque a arte é a única coisa na vida dos humanos que não é feita com a  – imediata pelo menos – intenção de sobrevivência, sobrevivência do mais forte.

Apenas procuramos o belo, e., então perguntei-me, se a arte é só o belo e a escrita é arte se vale apena escrever apenas pela arte

(saía-me luz da minha cabeça quando eu pensava nisto e eu era jovem demais para ser tão completo e feliz quanto agora, tão aqui e agora neste momento, tão real, sabem?)

A resposta ficou perdida algures, ultrapassada pela tentativa de encontrar, primeiro a beleza nas coisas aparentemente feias, e só depois voltar a concentrar-me na resposta. A resposta era, sem dúvida, quase imediata mas o exercício interessava a um escritor; a um vivente talvez. Queria dizer  a toda a gente que tinha descoberto que tudo, sim que tudo era belo, ou pelo menos à sua maneira e que queria talvez ser jovem para sempre mas envelhecer até ao infinito do meu possível.

Entretanto fui vivendo a minha juventude. E fogo raios me partam se hoje não estou vivo. Se não sei o que me espera e o que vim sendo até agora, que não sei o que é um partir e um regressar, que não sei que é tão bom sentir medo quanto sorrir, tão bom perder o que quer que seja para

Enfim

Vien, disse-me.  Eu vou, eu vou e pisco um olho felino ao Leopardo que se esconde. Vien, pede-me, e eu vou, vou porque é suposto ir (talvez, não de uma maneira mas de outra), Vien eu vou, eu vou espera, estou bem onde não estou e estou já a partir, e talvez ainda tenha tempo para mais uma piscadela de olho mas,

Vien

Eu vou. Eu vou, estou a ir.

E volto já.

Texto dedicado a quem partiu, e a quem ficou para eu poder voltar.

3 comments so far

  1. vash on

    se me pagassem para encontrar a beleza das [e nas] coisas eu seria uma pessoa feliz.

    belo texto.

  2. Berhan on

    Agarra as palavras com um caça-lagostas. Não existe um caça-lagostas, usa as mãos.

  3. sandes de marsapo on

    you all suck you biches


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