NÃO/SIM

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ENTRADA PARA O BURACO NEGRO

ADEUS

Sea of

Cresci afogado num mar de sangue e

morri afogado numa piscina fresca no Verão, mas

Afoguei-te

Afogaste-me.

(parte 2)

Sinto-me afogar numa coisa qualquer. Não sei qual é o líquido; se me entra nos pulmões pelo nariz, ou me comprime o corpo e me puxa para baixonuma sepultura aquática.

Sem caps locks

Sem invocar o nomede uma mulher,

qualquer

estou a ser afogado

estou a afogar-me

;afogo-me.

até morrer

Um Texto qualquer, um Derradeiro Texto

E então o SOL. A cidade estava dividida em duas partes: silêncio e aço – O lado do aço estava impregnado de silêncio mas, no lado do silêncio, a cidade vivia. ; por vezes, oh completamente, , ofuscada pela luz, cidade.

Ao contrário. as línguas estrangeiras eram entendidas por todas, porém ninguém, queria ou se interessava em entender o que quer que se dissesse perante elas.

é o ano de

_

Realidade: há apenas uma. vasta demais, é ela. Um dia questionei-me, se o que valia a pena em escrever era procurar uma forma qualquer de beleza. A arte é a única coisa que nos distingue dos outros animais, porque a arte é a única coisa na vida dos humanos que não é feita com a  – imediata pelo menos – intenção de sobrevivência, sobrevivência do mais forte.

Apenas procuramos o belo, e., então perguntei-me, se a arte é só o belo e a escrita é arte se vale apena escrever apenas pela arte

(saía-me luz da minha cabeça quando eu pensava nisto e eu era jovem demais para ser tão completo e feliz quanto agora, tão aqui e agora neste momento, tão real, sabem?)

A resposta ficou perdida algures, ultrapassada pela tentativa de encontrar, primeiro a beleza nas coisas aparentemente feias, e só depois voltar a concentrar-me na resposta. A resposta era, sem dúvida, quase imediata mas o exercício interessava a um escritor; a um vivente talvez. Queria dizer  a toda a gente que tinha descoberto que tudo, sim que tudo era belo, ou pelo menos à sua maneira e que queria talvez ser jovem para sempre mas envelhecer até ao infinito do meu possível.

Entretanto fui vivendo a minha juventude. E fogo raios me partam se hoje não estou vivo. Se não sei o que me espera e o que vim sendo até agora, que não sei o que é um partir e um regressar, que não sei que é tão bom sentir medo quanto sorrir, tão bom perder o que quer que seja para

Enfim

Vien, disse-me.  Eu vou, eu vou e pisco um olho felino ao Leopardo que se esconde. Vien, pede-me, e eu vou, vou porque é suposto ir (talvez, não de uma maneira mas de outra), Vien eu vou, eu vou espera, estou bem onde não estou e estou já a partir, e talvez ainda tenha tempo para mais uma piscadela de olho mas,

Vien

Eu vou. Eu vou, estou a ir.

E volto já.

Texto dedicado a quem partiu, e a quem ficou para eu poder voltar.

Não quero ser amigo de um pedaço de luz

Encontrei um pedaço de luz.

Disse-meOLÁBOMDIASOUUMPEDAÇODELUZQUERESSERMEUAMIGO?!não, não quero. Não quero ser amigo de um pedaço de luz.

Não quero ser amigo de um pedaço de luz.

Paisagem. É suposto existir ao mesmo tempo um ruído branco muito forte

Sonic filtering, desagramatic messages –

I am the link that forges men

Hand-picking roots and iron-grass

Slime adjacent to sheep within my breath

Dragons, pseudo-marshlands

Insert the ribbon to earn your sacrifice

 

It’s the primeval times

 

She plants a navel and plastic flies, wings are

Gone

The landscape maddens anyone foolish enough to kiss it

Horizons are made of fictional promises, hands of giants

Lay dormant and rot as well as physical images

And [everything] is set

         Murmurs catch the glimpses of oblivion.

 

It’s the primeval times

 

You open the container and living lava greets you in forbidden panic

Why did it run from it’s former self intrigues the wolves

Masters are reclaiming this charred vale

And the basins in my forehead refuse to let me born

It’s the

It can’t be

Rivers from the eyes, another proof

No it

Is it t

It’s

It can’t

The

 

Primeval times

há uma conclusão aque se chega ainda antes de se explanarem todas as premissas: consegui prender-me no meu próprio labirinto, tendo deixado deliberadamente o fio de adriane à entrada.

só me sai o proverbial Foda-se.

a verdade é que já não me importa terrivelmente o volume de tráfego do blog, os mistérios que estejam por resolver dentro da minha própria cabeça, os fins que querem ser criados mas que nunca deixarei que o sejam, se perdi a chama ou não, como a perdi, com calma ou de uma maneira qualquer preversa que nem eu consiga identificar?, não importa. não me interessa se escrevo sozinho para uma plateia ou para me salvar a mim mesmo de um qualquer futuro que desconheça, sem ninguém. tá tudo ok.

porque a verdade é esta: que se foda, as ideias são grandes demais. as ideias são grandes demais e eu sou pequeno demais. sou incapaz de criar aquilo que eu próprio imaginei, e tenho medo de não conseguir superar as minhas próprias expectativas. é tão estúpido Tigre, és tão estúpido e tão inconsequente, é só escrita, como é que isso te pode fazer mal, magoar-te, ditar a tua vida ou fazer-te sentir como um amputado?

a verdade é qu é algo mais que escrita.

este bem podia ser o blog de um jovem rapaz que acha que já não tem mais nada que escrever – i.e., que não já se consegue salvar. Como tal devia ser um blog inútil, ninguém se interessa por estas merdas. ninguém se interessa por saber que se sente todos os dias um desespero horrível de ver uma chama que existia e que ardia sempre intensamente que fazia de mim algodiferente a a apagar-se e a extinguir-se ao longo dos dias, com a crueldade de não ter tido qualquer razão para o ter feito.

as ideias parecem ser só ideias, enquanto as tenho ao longo dos dias. esta, aquela, aquilo e sobre a outra cena que tinha pensado antes há uns dias. são só ideias, agora, que as sinto nascer, e mais nada. nascem e passados uns dias morrem como se nunca tivessem existido. presas na minha cabeça qualquer. as supernovas desapareceram. o tigre azul aninhou-se no seu covil, à espera que eu finalmente conte a história da mina e siga com as coisas (situada temporalmente no século XIX). está neste momento a dormir. desiludido comigo, e estas merdas não lhe interessam de ualquer maneira. o (s?) hipopótamo (s?) parace(m?) uma memória distante, e desvanece-se para o rosa e o branco, já não podendo magoar ninguém. é verdade que a escrita por vezes pode aterrorizar…

a mim aterroriza-me talvez a falta dela. este podia ser um blog desse rapaz que perdeu os seus poderes que o faziam sentir que não era apenas mais qualquer coisa indivisível no meio de um comboio às manhãs para ir para a capital, e depois da sua redescoberta por algum meio especial que o fizesse recuperar tudo o que tinh recuperado, com ainda mais vigor e força, magia e singularidade.

mas a ideia, como todas as minhas outras ideias, fica incompleta, e inacabada na folha, ou no documento word que não se grava.

escrevi uma data de coisas, mas nenhuma delas servia.

Fantasmas.

E então

Az suavez ramificações de seda deslizaram pelo sangue e coagularam az gargantaz destapadaz.

MAAAAAAAAAAAAAAAAAAR MAR MAR MAR MAR

TANTO MAR

MAR MAR MAR MAR MAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAR

 TANTO MAAAAAAAAAAAAAAAAAAAR

MAAAAR

MAR MAR

MAR

MAAAAAAAAAR

Hit the truncheon with the violet signet, gain the faction’s favor by performing deeds that will make you revered first, then exalted. my blue blood blisteres are evuiúe’e, n’ ma food, n ma páints, jigga jigga jugga

waaaaaaa? this blog has been invaded!

Adieu, Goodbye.

Adieu, she said. looking at the horizon, maybe starting to shiver a little bit, come on, hay-ull, it’s not that cold anyway. The history of our love was this way recorded.

maybe it’s me, maybe i’m the one who makes you cold. adieu, she said, i’m just a spark, just a figment of the past, adieu, adieu. .

adieu, bitch, call back, times were great, now you’re gone, this ain’t a love song, or guess ‘ha may be wrong: gonna set you on faarre. set us both. on faarre. all i see is dust. the smell of sperm concentrates in the air. it calms me down. it gives me purpose. it strenghtens my resolve. aideu, adieu old self, aideu future tense, adieu now, Now, now will be forever, but not forever more.

adieu and goodbye. tall that son-of-a-bicth portuguese word i miss her. miss her like damm.

they call it Saudade. I just call it Life.

Este blog está parado.

.

Estamos sempre à procura de uma resposta, até encontrarmos a próxima pergunta.

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A penúltima

E então o Tigre disse. Rapaz-coruja, quero que fujas deste pântano. Quero que entregues esta mensagem (sic) fora das paredes deste plano. Quero que fujas e que corras, que escapes e que corras, que sobrevivas e que voes. Tem cuidado com o hipopótamo, parte a qualquer hora, pois ele está sempre em escuta, e sempre á espera

Vou morrer, disse o Rapaz-coruja, vou morrer. Como…? Como é a vida fora deste pãntano?

Lá fora? Lá fora é

Tigre, disse o Rapaz-Coruja, Tigre Azul, salva-me, salva-nos!

Isso era quando eu ainda não tinha o poder. Mandei aquele rapaz ao encontro da sua morte, numa missão suicida, e ele morreu. Nunca encontrei o corpo, verdadeiro pelo menos, dele, mas ele morreu, eu sei que morreu e que o apanharam, morreu a tentar fugir, ou já lá fora.  Morreu num tempo sem tempo,talvez ainda a segurar com uma garra o pergaminho, nemc sequer esquecido por todos, porque nunca lembrado, nunca lembrado a não ser por mim. Sem pais. Completamente sozinho. Dispensável. No fim. Morreu no Fim.

Estamos todos condenados.

Não há salvação possível.

I love you. I love you. I love you. I love you. I love you.

I don’t love myself.

A FLOR

A FLOR DEITA SANGUE PELA VISÃO IMACULADA. NOSSA SENHORA AFLORA DA SUA COROLA. DOS ESTAMES DA FLOR LANÇAS PARIDEIRAS ONDULAM AO VENTO CICLÓNICO.

A FLOR.

A FLOR NASCEU NUM JARDIM DE TELHADOS SEM QUALQUER PROTECÇÃO. ESTÁ COBERTA DE INTEMPÉRIES, É GIGANTE. ATERRADORA. DEZASSETE PÉTALAS DE VERMELHO E ROXO VIVOS FINAS COMO LIVROS DE VIDRO. AS FOLHAS NO SEU CAULE SOFREM E SÃO ESCRAVAS DAS PRÓPRIAS FOLHAS DO SEU CAULE. NÃO HÁ ESPERANÇA OU QUALQUER ESPERANÇA. TODOS MORREM PELA FLOR

A FLOR ENGOLE E DEVORA TEMPESTADES DE AREIA CRIADOS POR DEUSES FALSOS

MAS NUNCA ENGOLIU NENHUMA

E DA FLOR

DA FLOR

FLOR

_

ZEdaG,a

É MELHOR NÃO VIRES SE SÓ VIESTE Á PROCURA DE AMOReu estou prestes a aceitar o apocalypse na minha casa, na minha camaOS DRÁCULAS RESPEITAM OS SUSSPIROS DA BOA NOVA ARMADILHADAo mal está mais perto todos os dias da doença cristalizada presa aoUM QUADRO VIVO BEIJA-ME BEIJA-MEos livros consomem-se nas suas próprias chamasO CASTELO NOS MEUS OLHOS PRESTA-TE A UMA MENTIRA COM ASAS E TROMBAos cavaleiros esperam para entrar  no navio e saltarem do precipício à beira do dicionárioNESSA PAISAGEM DE METAL TU DEVIAS DESENVOLVER-TEhá luas dolorosas para todos quem quiser, aqui estamos para elasFIZ UM PACTO COM O CÉU E DEPOIS DE DE DE ACEITAR O CÉU EXPLODIU EM REVOLTA E

 

 

 

 

—————————————-

Dá-me Chucha!

Eu não tenho medo de fazer o que

quiser.

A noite,, a cidade, o desconhecido. Não necessariamente por esta ordem: aí estão os três temas mais apixonantes possíveis. Não falemos do amor – so five minutes ago. as noites escondem essas merdas todas que todos temos medo de imaginar – tudo é real, tudo existe  está por aí, disse a baleia. cogumelos gigantes hoje cresceram em _________. Vinham a misturar-se com os autocarros, a imiscuirem-se nas pessoas, nascendo bolbos nos narizes e bocas, empestando as gravatas com furúnculos. Uma cidade que se parece com a giantesca espinha dorsal de uma baleia, com carros voadores e sonhos assassinos de algumas crianças. – Quando é que voltamos para casa? – A casa está longe demais, miúdo; responde ele: – Ninguém fala assim?

Mas quem fala?

(estúpidos parágrafos que saltam uma linha sem eu querer que saltem)

Devastação e línguas estrangeiras. Crimeia e estepes desoladas. Índias sorridentes e pratos de madeira. Publicidade e lama a escorrer da ____ boca. No.

Um dia este tigre azul teve um harmónica. Estava a tocá-la uma vez num pinhal cheio de caruma, com os amigos e umas tendas com mochilas desmembradas e um campingás que não era bem de ninguém. De repente, passadas umas horas, está toda a gente a dormir. tenho a harmónica em cima do peito e testo só uns sons. Tínhamos tocados todos descontraidamente pela noite dentro. mas agora já era Madrugada. E do pinhal chega uma mulher talvez da minha idade, ou um pouco mais velha, e estava molhada.  os cabelos caíam-lhe para trás das costas encharcados,, estava a pingar. chega-se a mim ,em silêncio, eu paralizado, e tira-me a harmónica. Não sorri nem me diz o nome dela, ou uma frase inesperada. Vai, embora, olhoipara o relógio, terei sonhado. Úmbria, pensariam alguns, mas só Madrugada. Uma Alba imaginada. Ninguém se apercebeu, e ela foi, voltou a ir-se embora. E o acontecimento todo foi tão surreal, que fiquei ali parado a julgar se aquilo tinha mesmo acontecido, ou não.

Mentira.

Isto é tudo mentira.

Rambling Woman

Well i’m not a rambling woman

Well

Some days ago I

(years)

Was trying to find a life, Yes

B

ut

The ways your eyes the Cosmos divide

Are sublime

– The Cosmos and my life, right –

I’m not a rambling woman

I could be, suppose…

If I was a woman

 

 

Try to find the answer in your thights,

Woman

I contemplate desire behind the window pane

The gravestone’s always there, it will always be the same

Rambling woman

I’m not like you and

I may never will be

But it’s funny to think that I may lose myself

Just to see why you did you love me.

manhattan’s gone, forever. Shh.

            Há uns tempos atrás fui assistir a uma palestra acerca do dadaísmo na faculdade de belas-artes, em Lisboa (Lisbon is a real place). Estava um Sol porreiro, estava lá um amigo meu à minha espera, e por curiosidade masculina também queria ver se as miúdas de belas-artes lived mesmo up to their name. Há um jardim podre, em ruínas de pedaços de ferro ferrugento nos andares de baixo, quem sabe encantado, mas antes disso entra-se pela porta principal e há muita pedra, estátuas a imitar o greco-romano, escadas em caracol e quase todas as luzes fundidas. Ao auditório tive que pagar  cinco euros e procurei o meu amigo (companheiro de armas, amante de bigodes todos, passatempos preferidos, fazer perguntas que só o diabo faria e ouvir a Antena 2 a partir da meia noite – quando entra em modo música contemporâneo-experimental), e sentei-me formulando o pensamento, Então é assim que são os professores de Belas-artes. Porqueé muito interessante pensar-se num artista pedagogo, porque esse pedagogo, porque universitário, tem que ser profundamente teórico – e arte e teoria, ou seja hermeticidade, estudo e pesquisa, não se coadunam muito com a ideia de um brilhante artista, que terá que minimamente ser para ensinar. Dos altifalantes estava a dar um pedaço (que não consegui identificar com precisão) do Metal Machine Music: “If you ever thought feedback was the best thing that ever happened to the guitar, well, Lou just got rid of the guitars. I realize that any idiot with the equipment could have made this album, including me, you or Lou. That’s one of the main reasons I like it so much. As with the Godz and Tangerine Dream, not only does it bring you closer to the artist, but someday, god willing, I may get to do my own Metal Machine Music. It’s all folk music, anyway”. Acrescento que o dadadísmo nos anos setenta era tão “real” quanto ver os Kiss ao vivo. Fuck that anyways, na altura os Kiss ainda nem sequer existiam. A puta do auditório inteiro estava a escutar atentamente, os professores incluídos, as faixas. “e agora, um pedaço de (qualquer coisa que já não me lembro) para compreendermos as diferenças”; trau, mais um pedaço de progr-bluegrass-rock com laivos de pop e Rn’B e batidas eletroclash (does that even existed to begin with? Oh the late nineties). Era belo, era majestoso, vomitei á frente do freak que tinha um cachecol mais caro que as minhas calças e as chaves de minha casa presas á orelha esquerda mais uma pena sintética, ri-me desaforadamente enquanto expulsava mais e mais, oh Deschamps, huum a masturbação silenciosa, meia hora depois levanto-me, estou mais leve de tanta transcendência (o almoço que já não tinha no estômago também ajudou) passei pelo jardim podre, a faculdade era uma mulher feia, porca e velha com lepra que soprava ar frio para me lixar a vida, quero um café e um cigarro por favor, disse depois no primeiro café, quando me encontrei na realidade outra vez, o mais despretensiosos possível.

um novo começo

NENHUM. DE NÓS. É ETERNO.

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Tigre Azul is Love

pensei numa elipse, do um para o fim, mas uma elipse imperfeita. Depois recordei-me das dificuldades que tive em In Absentia. Estavatudo lá tudo igual.  O plano foi delineado imediatamente e estou agora a escrevê-lo para não me esquecer.

Há uma onda inicial que ainda é a verdadeira e disto não se pode squecer. Baralhada e etc, ok, mas pelo menos por agora continua como um dogma.

Como não sou quem não sou: reiventar o meu próprio espanto através do niilismo, como sempre faço.

Outras considerações:

Não há qualquer problema em misturarem-se tempos até no mesmo parágrafo;

Não há qualquer problema em confundir-me porque sei que no final tudo vai acabar bem;

O problema também era com as ferramentas;

Deve-se  afastar-se da ordem porque eu o sinto e porque até agora te dado sempre resultado e tem sempre tudo corrido bem. Tudo é conceptual e tudo é um arquétipo que pode ser salvo até ao último minuto, último segundo, portanto nada de pânicos;

Dar umas mexidas;

Não fazer uma ordem pré-estabelecida: esta não é uma repetição de um ponto acima.

Quero que o presente não exista e haja sempre uma tensão dialética (obrigado Fausto de Quadros, meu cabrão) entre passado e futuro;

Por agora é tudo; vi a apresentadora do disney kids a um metro de mim, na casa de banho dos armazéns do chiado, em soutien preto e calças de ganga justas. Este tigre azul que sempre tinha dito que não era nada de especial quis devorá-la até transcender o cosmos.

miúda estupenda.

Tigre Azul is Love.

stay tuned.

The mercury craze.

Blog

ISTO É O MÍSSIL SUPERSÓNICO DE DESTRUIÇÃO.

Estou farto de usar tecnologia

gosto pa caralho de mulheres.

Personcraft

neste mundo em que vivemos, em que as folhas da culpa dos pobres, pobres alienígenas perdidos no nosso planeta terra se entranham nas danças shamânicas dos hippies, dá-me uma experiência aqui e eu dou-te um sexo ali, as vozes que gritam a salvação nem sempre são as mesmas quando procuram dizer-nos como salvaro mundo. Que se foda o Cirque du Soleil! dá-me a capacidade de dançar com elefantes e estalar os dedos e aparecer uma chama. Quão fixe seria acender cigarros assim?

mas é claro, os magos presenteiam-nos visões a verde a negro misturados com muita biologia, muita biologia e advocando o fim de um futuro possível cyberpunk. Nos anos oitenta parecia tão real, tão palpável…! agora parece que, ao invés de caminharmos a passos largos para nos tornarmos ciborgues, antes vamos todos virar elfos agarrados a elfos e conduzir carros feitos em placas de madeira oca e fibra de bambu.  Los shamãs! they’re verywhere dude. yesterday i was like, walking down the street and then  –

Nada, resgatados às garras da realidade por uma patética companhia de teatro e vozes sincopadas distorcidas em eco.  stencils de RUFIAs e tigres azuis nas paredes que ninguém. Oh, esta casa! tão século XIX! yah, mas isso não significa nada só porque estão lá dentro uns gays e uns tipos com rastas a servir bebidas. O nome que as coisas têm não é o que as coisas são.  Are you a warrior or a rogue? Need priest for BRD.

blargh!

But i just want some tenderness.

Sofia vai ser o nome da minha filha.

_

Giraffe, son, what are you doing, get back before you fall into the vortex of neo-matter, watch out for the negatronic impulse of the leyns

NUNCA JOGUES À CABEÇADA COM UM UNICÓRNIO

calm before the storm.

Pensava que teria caído por ti.

– Lembro-me que a primeira vez que a lenda do tigre azul se espalhou mesmo, no século passado, foi na guerra civil espanhola. Ainda éramos tão jovens, tu e eu. O conhecimento, enfim, não era fogo, mas já existia uma palavra a dizer no meio da guerra, entre as resistências e os aviões alemães que todos os dias bombardeavam qualquer coisa, fazes, telefones, jornais, essas coisas. Documentos vivos. O presente, nessa era. Eu não sou desse tempo, nem eu nem tu…

– Ha…

– Mas já existia tudo nessa altura, aí.

– Abraça-me mais.

Abracei-a entre a calma confusão da cama. “Mas e depois? Não sei bem. Não sei bem”. Estás a dizer que não sabes bem, ou não me queres dizer? Sorri. Um pouco das duas, talvez.

O teu corpo virou-se sem sair dos meus braços, o lençol azul, cinzento destapando as tuas pernas que subiram para cima das minhas. Para mim, não tinhas idade. Podias ter fugido de casa dos teus pais ainda sem teres tempo de falares dos teus tempos de adolescência, ou trocando um amor destruído por outro mais real e infinito, que abarcasse tudo, parando depois em mim – mas a escuridão verde do tecto por cima de nós, e o quarto fechado (estaria a porta aberta?), tomavam o seu peso, nas conversas e nos silêncios, nos gestos e nas carícias que fingíamos em nós mesmos não dar. A luz era pedra, o pó no ar trazia mensagens codificadas de pessoas que nunca conhecêramos, mas que nos queriam avisar de alguma coisa. Era assim a minha vida. Tenho que me habituar a ela.

– Então, mas conta-me.

– Histórias do confronto quasi-eterno entre o hipopótamo e o tigre começaram a ganhar forma, agora que se formava o pensamento contemporâneo, que apoiava e apoia a sua verdade em documentos e provas. Ainda se falava no singular na altura. Mas o mistério continua a ser tanto ontem como hoje.

Tu és só uma mulher.

– E então… tu és o Tigre Azul?

Vou deixar entrar os teus segredos pelo meu dormir, pela respiração da minha normalidade, enquanto tu podes saber o meu nome, e eu não o preciso de inventar. O teu é o mesmo de sempre, mesmo que nunca tenha sido o mesmo. Não entendes? “há uma fuga. Alguém foge de alguém. Há uma espécie de guerra eterna. Talvez uma missão.” “e só há um Tigre Azul e um hipopótamo?” Parece que por momentos fico assustado, talvez seja só impressão minha. Talvez seja só o resto do dia que se transforma em sombra. Talvez sejas tu que me queiras apanhar. Uma espia qualquer. Tu sem eu saber quem és. Mas eu estou aqui, eu sou este, aqui, mesmo que possa não ser verdade, quando quisermos. Há muitos mais. Mais? Claro. E mais tempos. Eu sou um Tigre Azul. Mas quem é o Tigre Azul?

Endireitaste-te com um dos braços apoiados na cama, e subiste o tronco para me tentares fitar, enquanto os teus cabelos caem, pousam no vazio das tuas costas, vejo os teus olhar vendo-me, tranquilo.

– O tigre Azul? Não és tu? Há mais?

– Eu sou um Tigre Azul. Mas quem é O Tigre Azul?

– Não és tu?

 

 

 

Quem, quem, quem

Quem é, quem é,

Quem é o Tigre azul, quem é?

Quem é?

Quem é o Tigre Azul?

Quem é o Tigre Azul?

Quem é o Tigre Azul?

 

Quem é o Tigre Azul?

Quem é o Tigre Azul?

Quem é o Tigre Azul?

Quem é o Tigre Azul?

Quem é o Tigre Azul?

Quem é o Tigre Azul?

 

Quem? Quem é, quem? Quem é o Tigre Azul?

 

 

 

Quem?


	

Sunspots/On The Low

As minhas duas descobertas musicais de relevo, verdadeiramente importantes e decerto relembradas até ao fim do meu próprio percurso musical, este ano, foram Nine Inch Nails e Hope Sandoval. De um lado o industrial quase pop, quase techno, quase rock, negro e sensual, sexual mas não óbvio como se quer, do outro uma eteriedade infinita, espalhada pelos mares de azoto líquido no meio de um negro ecoado por vozes fantasmagóricas de miúdas com sabor a mel, com toques aqui e ali de harmónicas. Yes. Bem importante: o concerto em Fevereiro abriu os horizontes, e o cd sacado à revelia de um site qualquer mais um ep escasso alimentaram muitos dos meus sonhos, visões e viagens de carro à noite, sem discriminação de partidas ou regressos. Enfim, pensando muito nisto, não estão os dois prismas afastados como universos convexos refractários; interpenetram-se de maneiras que as pessoas nem imaginam. Highlights? With Theet, Bavarian Fruit bread. O resto é mais do mesmo: os Queens of the Stone Age deixaram-me de cara à banda e levam o prémio para terceiro melhor álbum que ouvi o ano todo, rock a pedir (esse sim) sexo por todo os lados, e, ao mesmo tempo, profundamente inteligente, sem nunca deixar de parte o seu lado mais stoner, mais sexo ainda com M.I.A. e o seu Paper Planes, o Disintegration dos The Cure a deixar-me de cara à banda, apesar das vozes críticas, e (como parece ser tudo sobre sexo – embora tudo seja uma coincidência), Myth Takes a fazer-me dançar que nem um perdido com um cigarro na mão na sala de um amigo meu, sob o efeito de drogas, sozinho e feliz. Tirando isso, nada de novo: os Arcade Fire a darem-me razão (esperarão, esperarão pelos dias…), os spoon a serem aclamados pela crítica e eu a só ver uma pontada de beatles nuns travestis pop – já tinha dito que não suporto beatles? – os Justice com um óptimo álbum de eletrónica, eu a passar ao lado de quase tudo o que sai este ano, ou para ouvir no próximo ano, ou simplesmente porque decidi ignorar, White Chalk a ser só muito bom (quando é que isso se tornou numa cisa não boa? desde os meus dezoito anos), Zeitgeist a não capturar o Zeitgeist. Feist já, já a enjoar (you can only go so far quando se trata de afirmar que nunca se terá ouvido pop assim, qualquer que seja a banda), Battles a ser moda passageira, Person Pitch a ser só para o Verão,The National só a agradar aos insuportáveis intelectualóides musicais que de tanta saturação musical encontraram ali qualquer coisa que eu, enfim, só consigo encontrar em duas faixas. Planos para 2008: encontrar mais músicos ou álbuns que me deixem, ainda, a questionar tudo de novo (acaba sempre por acontecer, no stresses), tentar ouvir Sunn O))) como deve de ser, desenterrar pérolas escondidas de 2007, dar uma chance (só mais uma) a Cat Power.

“The rest is noise”.

O epílogo que faltava.

(23 de Outubro 2007 a resposta será dada)